quinta-feira, outubro 4

Te procurei nos cantos errados, te procurei nos outros, vê se pode ! Te procurei tanto por cada vitrine de loja, em cada letra de música. Desesperada procurei nos resultados de todas as coisas que fazia, eu não vi que podia te encontrar no trajeto, e principalmente nele.
Procurei respostas que me levassem até você, em um Deus, em uma filosofia de vida, em mudanças. Te procurei no café quente e no corpo frio.
Mas olha que boba, eu podia te sentir daqui, quieta e quente,de casa mesmo. Eu podia e posso te sentir no silêncio, bem acompanhada de mim.
Pois você, felicidade, faz tanto mistério, como se precisasse de tantos planos, você esteve sempre ao lado, era preciso silêncio e paciência pra te escultar.
E eu sei que te esculto, e te sinto também, de uma forma tão frágil que me escapa em alguns momentos. Então fico triste, ou de tão feliz, eufórica, e por isso perco sua paz. Mas de tempo em tempo a gente se encontra, sem motivo ou por bons motivos, e nesse momento você me faz repleta.
Superei o que tinha que ser superado.
Amo,acabo e supero.
Tão fácil acabar o que não começou.
Começa em mim, rende em mim e se vai.

segunda-feira, outubro 1

Hoje mais uma flor despencou do céu,
caindo como a chuva no asfalto.
Agora não sente e por isso não sofre.

Dia mais estranho pra se morrer,
tão ensolarado e fresco.
Mas hoje mais uma flor criou coragem.

O salto desesperado terminou no vazio.
A dor sumiu.
Há tanta paz na morte!

domingo, agosto 19


Ah, deixa no lixo, não vamos lá catar.
Deixa no meio de tanta coisa podre e velha.
Deixa com a merda!
Deixa decompor.

quinta-feira, agosto 16

Suspiros derretem na boca. 
O hálito é quente e o gosto é doce. 
A sensação que me traz, boa.
O que vejo é o seu brilho,
sua beleza vazia.
Nos teus olhos,frieza,
na sua boca, que é perfeita, palavras vagas e covardia.

Você, que é como estrela de tão linda,
me diz, de que vale ser estrela
se tão triste e sozinha?
Que prazer há em ser intocada,
estrela estéril, gelada?

Desacomodado.

 Você  faz falta como um objeto de decoração faria, desses que eu vejo quase sem perceber todos os dias. 
Ao sentir a falta de um vaso qualquer, relógio ou estatueta, eu me perguntaria " Aonde foi parar aquele carinha baixinho, feito de barro e quase sem fisionomia?"
 Tá fazendo falta como algo que tá fora do lugar, desarrumado. É desconfortável! Cadê o cara baixinho? 
Cadê o vulto, o ronco, a sujeira que você deixava pra eu limpar?
 Você estava aqui só de enfeite, juntando poeira, mas estava.